777Coronel Hélida Bione, funcionária civil Ana Maria e a Subtenente Wânia

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Casa Militar de Pernambuco apresenta nesta data tão representativa, um pouco sobre a trajetória do seu efetivo feminino. Para entender a história dessas mulheres, foram entrevistadas algumas das pioneiras que desbravaram o serviço de segurança e proteção de autoridades em Pernambuco. Um avanço significativo para as profissionais militares, já que essas atividades eram apenas executadas por homens.

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A primeira oficial mulher a trabalhar no Palácio do Campo das Princesas foi a Coronel Hélida Bione, que foi convidada para comandar o pelotão feminino da CAMIL em 1991. Elas ficaram responsáveis por integrar a recepção do Palácio e também fazer a segurança do segundo andar, onde era a residência oficial do Governador Joaquim Francisco, o qual tinha filhas mulheres e passou um tempo morando nas instalações. “Foi uma experiência excelente e única, que me agregou muitos amigos e conhecimentos”, relembrou a Coronel Hélida Bione.

666Subtenente Ana, 19 anos de serviço na CAMIL

A primeira equipe feminina que foi instituída pela CAMIL era formada por nove mulheres: a comandante, então segundo-tenente, Hélida Bione, mais duas sargentos e seis soldados. “Isso ocorreu em 15 de março de 1991, data em que fomos oficialmente apresentadas à Casa Militar”, relembrou com detalhes a tenente Wania, que também esteve nesse grupo. “As mulheres sempre deram um testemunho de força e profissionalismo, aliados a sensibilidade e esmero nas suas atividades”, destacou orgulhosa.

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Tenente-coronel Eunice juntamente com a sargento Euvira, do primeiro pelotão da CAMIL

 

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TC Eunice e TC Ana Graça, primeiras AJOs da então Vice-Governadora Luciana Santos

Algumas delas passaram 20 anos nesta Secretaria, como a tenente-coronel Eunice. “Vivemos uma evolução muito grande, pois não tínhamos o tratamento igual aos homens quando chegamos. O serviço era sempre comandado por um masculino, ainda que na equipe estivesse uma policial mais antiga. Mas com o tempo tudo foi mudando e nós conseguimos garantir o nosso direito. Foi uma construção de muitas conquistas”, afirmou a tenente-coronel Eunice, que chegou a ser Ajudante de Ordem da Vice-governadora, Luciana Santos.

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Hoje, a Casa Militar tem 48 mulheres que desempenham várias funções: Ajudante de Ordem, segurança das instalações, segurança das autoridades e dignitários, empenho administrativo, policiamento ostensivo, entre outros postos. Mas há 31 anos, não era bem assim, a mulher foi gradativamente ganhando seu espaço, vencendo desafios e ampliando suas missões.

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Após muita luta por reconhecimento, a harmonia e a excelência do serviço feminino, abriram o caminho para as oportunidades de inclusão no âmbito institucional.  Sobre isso, ao contar sua experiência da época em que era sargento e trabalhava na CAMIL, a major Clarissa informou que pela fluência na língua inglesa, passou a ser empenhada constantemente como Ajudante de Ordens de autoridades estrangeiras, como por exemplo, a embaixatriz de Israel, a consulesa do Peru, a rainha do reino do Lesoto e a embaixatriz do Japão.

88Major Clarissa com a Governadora Raquel Lyra e parte do efetivo feminino da CAMIL

No presente, Pernambuco é governado por duas mulheres, Raquel Lyra e Priscila Krause. E a Casa Militar continua desenvolvendo um serviço de excelência, com agentes muito bem preparadas a altura das missões. “Como mulher policial, sei que abri portas para as novas gerações de hoje. Da reserva remunerada, retorno à ativa como a primeira Ajudante de Ordens Mulher, da primeira Governadora Mulher do nosso Estado, motivo que me faz sentir orgulho e muita responsabilidade também”, exclamou a Major Clarissa.

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Coronel Kátia Garcia, pioneirismo feminino na CAMIL

Saudosas pelo tempo de serviço e amigos que conquistaram, as pioneiras da Casa Militar deixam uma história de bravura que inspira todo efetivo feminino. “Presenciar as mulheres na CAMIL hoje, levando a nossa bandeira de luta e determinação é algo fantástico, que me dar a certeza que o legado deixado valeu a pena...E assim caminha a nossa história”, exclamou a tenente-coronel Telmira Branco, uma das precursoras na equipe da CODECIPE.  

09 telTenente-coronel Telmira Branco, primeira oficial da CODECIPE

Pelas dificuldades enfrentadas e por tantas vitórias alcançadas, a Casa Militar parabeniza a todas as MULHERES que desempenharam e ainda cumprem esse nobre propósito de SERVIR. 

Feliz Dia Internacional da Mulher !!!!